15.8.12

---* do pouco-em pouco.



Nunca tinha pensado no que era pouco, acho que de pouco não me resta muito, que engraçado esses jogos de palavras, não que eu tenho tudo muito, é que o pouco eu mal quero no meu pé, só que coisas poucas fazem bem, tipo dose de remédio amargo, é bom tomar bem pouco, de amargo já basta o frasco.

quando era criança detestava o relógio da minha mãe, ele era curto-pouco toda vez que botava meus pés na calçada ele berrava que tinha que coloca-los em casa, de preferência na cama, e bem lavados.

penso-tropeçando em mim, o que é pouco, o que dura pouco, há essa sua rapidez em viver nos meus olhos.

Corrente literária: O que dura pouco pra você. 

7 comentários:

Unknown disse...

Com pouco muitos e muito poucos seguimos a vida. Parabéns!

- LAURA C. disse...

Muito bom (:

Marcelo R. Rezende disse...

Que sensível, Tracy. Adorei a temática do seu texto. Realmente, minha mãe também tinha uma diferença enorme com o meu relógio, rs.

Obrigado por participar!

fernanda. disse...

Texto leve, simples e ao mesmo tempo profundo. Adorei!

fernanda. disse...

Texto leve, simples e ao mesmo tempo profundo. Amei!

fernanda. disse...

Texto leve, simples e ao mesmo tempo profundo. Gostei!

Darlan disse...

E como cantou Maria Rita "tudo pra mim é tão pouco e pouco é um pouco demais..." Não tive como esquecer da música ao ler o início do seu texto. Realmente o tempo é relativo, e o que resta é torcer para que essa relatividade esteja ao nosso favor.

[ a m a r g o s ]

Quando era pequena, lá em casa, todos me diziam como eu era boazinha.  Antes de decorar a tabuada, eu já tinha minhas responsabilidades. Até...