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Mostrando postagens com o rótulo TentaÇÕES

[ a f e t o s ]

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- não come ainda que tá pelando, o moço tem cuidado com tudo, é desses que lê até rotulo de pão sem glúteo, a janta foi na casa dele hoje, já que ando meio sem residência fixa, enquanto ele vai separando os pratos, pego no fundo da minha bolsa velha um novo caderno, capa azul escura e vou colocando algumas sensações boas, vou escrevendo sem dor, a caneta desliza, ele partilha até a foto que o cliente não aceitou, ele partilha o pão, e não estou falando daqueles que minha vozinha faz no sitio. Capitu 

[sombras]

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- o corpo é que manda, não é mapa astral, muito menos destino, se o corpo quer, ele vai, ele finca, ele goza, as coisas acontecem meu bem, é o que vou dizendo pro cara velho de idade nova, tenho mania de buscar prazer em cama que já virou farrapo, dizem por aí que é marca de nascença esotérica, sou filha de touro. E touro se apega, touro é canalha, é consumista de prazeres, e é teimoso. Touro é não tem decência com suas fomes. Capitu. 

[ verdades]

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[ consumindo]

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- quero dizer em linhas tortas mesmo que saudade é mastigada como chiclete velho, sonhei com você mais uma vez rasgando minhas entranhas, rasgando minha carne com seus dentes mal tratados, desta vez meu querido não sonhei com suas vindas e conversas pequenas, sonhei com sua cama suada de nós dois, sonhei, mas tinha pra mim que meu corpo viveu cada minuto, cada tapa, cada puxão de cabelo, mordida na costela, chupadas e entregas, acontece que meu corpo anda seco e ter sonhado com você me molhou a alma carnal. não é saudade, é fome.  [ Capitu]  

[ samba de quintal ]

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- sabe o que é Marquinhos, chorei, me descabelei, quebrei alguns copos, entornei algumas vodcas, fiz o que se esperava de mim nessas ocasiões em que o Nando está envolvido e depois sabe o que fiz?! deitei na cama e ri feito doida,   finalmente o expulsei de mim , pedi proteção aos Santos , e estou aqui de colar de arruda, de vento na nuca e esperança nas pernas, Marquinhos, gastei demais com o Nando, gastei mesmo, me esbaldei, me fude, me estrepei, mas agora não tem mais nada aqui, agora seu tiver que me descabelar que seja por prazer, quero alguém que me transpasse, quero alguém audacioso, que queira cama, mas não cama calma, cama quente, estou de volta, eu estou de volta. Capitu. 

[ das carnes queimadas]

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se você veio até aqui é porque de alguma forma sente saudades de mim, da minha falta de educação na mesa, do meu desespero em te despir, de alguma forma você senti falta dos meus destemperos, da minha insanidade emocional, você sente falta. e o seu desespero em mostrar que não é bem assim torna a brincadeira muito mais divertida, cá estou em pleno sol das quatro degustando minha vodka, numa piscina gelada e você aí vestindo seu terno escuro, sabe meu bem, se você tivesse mais traquejo a falar... se você ao menos tivesse mais fome de mim, quem sabe eu mordia sua carne após esquentar meu corpo nesse sol. Capitu. 

[ do que não me pelo]

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- eu só quero que você saiba doutô que tenho pensando em você, em nossa história de folhetim das seis, tenho pensado, e pensar já me faz alguém melhor, já me faz alguém maduro, já me torna mais sagaz. Pensar é ter a consciência de que podia ter acontecido, do que pode nos acontecer, não me pelo por causa de uma aliança, não me pelo. Ao contrário, há mais folego, há mais gosto em lhe virar os olhos com a minha boca em teu corpo! Capitu

[arroz, feijão e carne suculenta]

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- penso aqui, Gaúcho, quanto tempo temos, quantas vezes ainda virei aqui, desarrumarei tua cama, despentearei seu organizado lar, quero saber quantas vezes ainda terei que esperar você autorizar minha subida pra quele porteiro ranzinza, quantas ?! Ele acarinha meu pescoço, vai descendo no meu seio esquerdo mordendo, salivando, e eu ali em êxtase, ali entregue aquele carinho e mesmo sabendo que ele faz o que faz pra não me responder, eu simplesmente apago de prazer. E no fim, faço tudo de novo, aguento os olhares das vizinhas faladeiras, suporto o azedume do porteiro, e digo isso assim feliz da vida, por viver hoje o que há tempos não viva essa coisa carnal, tenho por ele um apego de selvagem. E apego como esse a gente não mede esforços, não regula retribuição. Capitu. 

[cigarro.]

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- pensei que tinha parado com essa mania, pensei que não existia mais cigarro na sua bolsa, muito menos na sua boca. Enquanto o homem mais velho vai reclamando até a geladeira, fico brincando com a fumaça que faço com o cigarro nos dedos, ele continua dizendo que já parou de fuma e que gostaria que fizesse o mesmo, e eu, bom ainda me fascinando com a fumaça e com a paz que sinto quando solto a fumaça pelo apartamento limpo. Que cheira campo, que lembra a sítio. Ele senta perto de mim, pega o cigarro dos meus dedos e pita, coloca o cigarro perto do nariz, fecha os olhos e passeia o dito cujo pelas narinas e concluiu: - ele só não é melhor que tua pele. Capitu. 

[ do corpo que vira morada]

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e se você quiser me tocar, me levar pra sua cama me levar pra onde a magia acontece, pode levar e sem preocupação com o retorno, tem hora que faz bem não voltar pra casa! Capitu

[ as voltas para o Rio]

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 Veja você estou de malas prontas, é de malas prontas decidi colocar meu corpo nas areias macias do meu querido Rio de Janeiro, sem nenhuma traquinagem, sem nenhuma cobiça, quero apenas deitar meu corpo naquela areia e ter certeza que o sol realmente só brilha nas áreas cariocas, me desculpem, mas é que o Rio é uma imensidão de amor, de prazer, de calores, de samba. Como preciso de um samba, uma ladeira, uma calçada como as calçadas cariocas, a cerveja trincada, os moços de sorriso largo, eu sem Rio é como cantor sem violão, não anda, não da liga. Da moça bonita 

... O Corpo que eu sempre morei

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- Você bebe o que ?! Me pergunta ele com aquele sorriso vasto ele domina o sorriso com tanta facilidade , puxa o seu banco pro meu lado, começa a falar do seu trabalho, pedi pro garçom mais um copo , me serve da sua cerveja tudo isso com aquele sorriso e tudo isso com aquele peito aberto .... E fica difícil não fitar aqueles olhos ... Som ao vivo e o cara do violão surrado, dedilha Eu amo você de Tim Maia, quando ele olha nos meus olhos eles já estão lotados de lagrimas alegres ele pega da minha mão o meu copo e me puxa pra dança, eu chego perto do peito dele e é como se eu sempre estivesse ali, que o corpo dele sempre me foi intimo, a sensação de que naquele corpo eu vivi tantas satisfações... Não que hoje agora eu não possa de fato viver neste corpo, é que eu precisava deixar claro pra mim que o corpo dele é um lugar que eu sempre habitei, mesmo não sabendo, eu sempre estive ali naquele peito, naqueles braços, sempre transei minhas pernas nas dele. Da moça bon...

{ dos novos revestimentos internos}

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Eu entro naquele boteco, já conhecido, desconhecida, renovada, desta vez digo feliz da vida, sou outra, sou destemida, não visto mais peças velhas sentimentais, ajeito a minha franja larga do cabelo curto, e peço pro dono do boteco, um copo com vinho, brindo a uma nova felicidade, do lado dois amigos conversam, com uma voz cansada, de quem já bebeu a noite inteira, enquanto o de branco lamuriava, o de camisa listrada me sorria... Da moça estrangeira de si.  

{ as conveniências da carne}

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- ele me puxou, me arrastou pra parede, me despiu grosseiramente, daquele jeito de pessoa com pressa, com fome, ele foi me beijando, me molhando, me adoçando, puxou minha perna direita pra si, me fitava os olhos, me comia com a boca, e do resto às paredes testemunharam, Da moça estrangeira de si.

{da falta de obediência}

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- você sabe que é errado isso que você está tendo com o professor de economia né?! Questiona-me Joanna a certinha da turma, dou um sorriso e digo que não estamos tendo nada demais, ele apenas me pagou um café, não me deu vontade de contar do drink da ultima semana, ele passa por nos duas, nos cumprimenta e da um sorriso que faz sua covinha ressaltar, entramos para aula e confesso, - os números nunca me pareceram tão interessantes como agora. da mo ç a bonita, 

{ as qualificações }

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- você vai fugir de mim até quando?! Questionou-me o homem de terno escuro, dei um sorriso amistoso e não lhe disse mais nada, ele olhou para o garçom e pediu o mesmo drink que eu bebia devagar e continuou a puxar assunto, - eu te faço uma única pergunta, e respondo todas que você quiser... Achei tentador, fiz que sim com a cabeça e deixei ele me questionar... - por que você gosta de homens mais velhos? É aquele complexo que Freud explica?! Dei risada e apenas respondi, - gosto da combinação que eles fazem com os ternos. da mo ç a  bonita, 

{curvas}

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- não tem outro lugar que eu gostaria de estar agora, disse eu pro moço carioca que dividia um copo de cerveja comigo, ele riu gostoso, e me puxou pro samba, aquele samba que eu sentia falta, aquele samba que faz minha alma sorrir dias e dias, aquele samba tentador de dois, aquele samba.... da mo ç a bonita  

assim é .

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-  eu fiquei pensando em todas as coisas que queria dizer pra você, doutô, essa sua ausência tem em feito passar mais tempo no banho, tem me feito gastar o lado que uso só pra cantar e tirar minhas fotos empoeiradas, essa sua ausência das minhas pernas tem me deixado anêmica, afoita, desesperada... Não só parece – é! Não só parece – como faz sentido.  da moça bonita 

Do moço de barba feita!

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Oh mania boa essa que eu tenho de gostar de gente atoa, que não tem compromisso nem com o relógio de parede, eita mão boa essa a minha em atingir a bunda desses brotos! Cervejada com amigos dos amigos do meu irmão, topo porque não? Irmã de amigo meu é irmã, tadinhos, é tão clichê essa frase, para ganhar experiência., para entender porque a língua dança melhor na boca do fulano pelo lado esquerdo foi preciso deixar o clihcê do lado e testar, e me deixar testar! UM DIA MEU IRMÃO ME PERDOA! Assim espero, assim profetizo para minhas primas caretas, que cantam o Bebeto como se ele fosse a oitava maravilha do mundo, os amigos do meu irmão são munidos de encanto, tudo que tocam, tudo que falam, fazem meus lindos olhos pretos brilharem como da Alice ao encontrar o senhor coelho! E nesse ‘acervo’ de gente boa, me encanta o de barba feita que quase nunca fala nada, mas que sempre sorri com a alma, esperando um olá, um abraço sincero de votos calientes... E veio! - que 2012 eu p...

A locomotiva dos (des)prazeres carnais

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Meu doce bem era assim que a mulher da janela berra pro seu garotão que saiu fudido da vida vai lá saber o motivo do moço ter deixado a aquela cretina dos seus sessenta anos, as pessoas acham que dinheiro sempre irá solucionar tudo, ledo engano, o dinheiro nem sempre compra o tesão nem sempre compra a permanência dos serviços ... Ei moço bonito , assovie, ele olhou , vestia calça jeans camisa xadrez barba até que comprida lembrava aquelas revolucionários que meu vozinho vivia contando quando ia pra Minas, ele acenou a velha me fitava, foda-se, eu tenho algo que ela nunca terá, liberdade, gente assim se prende demais as coisas, as pessoas, eu não, eu sou feita pra passear nos corpos dos outros! Beijei meu filho, peguei carteira, bolsa que ganhei da minha mãe arrumei mais o menos o meus cabelo, conferi meu look no espelho do apê, elevador demorado, será que ele não esperou , acho que não, bom ainda da tempo de beber algo sempre tem lugar aberto, quem ama a noite sempre enco...