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Mostrando postagens com o rótulo correnteLiterária

{ as falações sobre amor }

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- eu não sei ultimamente o amor ter me sido avesso, tem me sido amargo, não aqueles amargos que nos atrevemos viver, mas aquela amargura que nos deixa com receio de amar, tenho amado amor velho, aquele amor que já se sabe o que esperar o que pensar o que deduzir aquele amor que virou tabuada decorada.... Nossa que tempo mais louco esse pra falar de amor , eu me jogo nas cobertas da minha cama e fico desenhando no ar os corações que me faltam, decifrando em mim mesma aquele amor já gasto, tenho minhas duvidas – se eu tenho amado certo, se o amor tem sido todas as coisas bondosas que me falam sobre ele... o meu amor dói, machuca, não sou dessas que ama com cautela, eu amo com pressa, com fome, com coragem, me sangro, descabelo, transo de porta aberta, mordo corpo alheio, berro pelos cantos, não sou dessas que ama com calma. meu amor é daqueles que devasta, arrasta, causa ressaca, vicio, e falta sempre cura pra tudo isso – eu  tenho amado assim, eu tenho tido o amor a...

{ final faz de conta}

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- enquanto as pessoas vão escolhendo a ultima roupa pro fim do mundo, eu to usando meu vestido florido, cabelos bagunçados o tênis surrado e o batom mais vermelho que a capa o super homem, eu to esperando mesmo que isso tudo aqui acabe,daquele jeito mais dramático, das pessoas correndo pra suas casas tentando salvar qualquer coisa, to esperando que isso aqui acabe e que eu possa recomeçar, essa sou eu , sempre acho que o fim tem que ter um começo. O garçom me serve mais uma dose de tequila, e eu fico na contagem pro fim do mundo as pessoas se abraçando, buscando calor humano, e eu olhando pro relógio, e chega 00:00  e tudo continua, o céu não despencou nas nossas cabeças, o chão não se abriu, as pessoas não viraram zumbis,  e os maias acabaram virando mais uma lenda. E eu continue tomando minha tequila confesso  com mais alegria, pois eu teria pra quem voltar logo mais.  da mo ç a bonita,  contribui çã o para corrente liter á ria, "O que voc...

a visita da saudade

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-sinto saudade de mim, da minha boca desbocada, dos meus rompantes, da minha falta do que dizer da minha certeza no errado, no meu desespero no acerto, na minha fadiga quando amo quem não presta, sinto saudade dos meus cabelos californianos, saudade dos meus biquínis de Lolita, saudade de Nelson Rodrigues... no dicionário saudade é | lembrança melancólica e, ao mesmo tempo,suave, de pessoa {s} ou coisa {s} distante {s} ou extinta {s} | no meu glossário eu a sinto como devastadora de mim, como se invadisse todos os cantos escuros de mim, algumas vezes a saudade me acaricia, me faz afagos, a saudade me serve de espelho retro, eu vejo nele o que fiz, o que desfiz,e o que tentaria refazer. meus olhos levam saudades enormes, minha pele leva saudades doloridas. da mo ç a bonita, contribui çã o para Corrente Liter á ria me conta um pouco sobre essa saudade.  

A mãe de todos os desavergonhados

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- quando era pequena tinha pavor de tudo escuro, minha mãe tinha que deixar acesso o abajur, pois sempre tive medo da escuridão que vinha com a palavra noite, com o tempo aprendi que é de noite que a vida acontece que é de noite que deixamos de lado nossos pudores e nossa vergonha da nudez alheia, e da nossa nudez, não digo só de corpo, digo do que vestimos todos os dias, digo da nossa essência É a noite que as coisas ficam mais claras, olha que ironia. Eu gosto da noite, ela oferta mais, mesmo tendo portas fechadas, janelas camufladas, ela sempre oferece mais, ela sempre me entende, a noite não carrega porquês e nem melindres, ela carrega a clandestinidade-desassoge-semvergonhice-canalhice , a noite carrega tanta gente descalça de alma, tanta gente puta, a noite carrega verdades. De noite a gente se veste de gente, se veste de cumplicidade, quando ando de carro na noite abro meus vidros e vejo as pessoas passarem a mão uma nas outras sem medo, sem pudor, na noite...

das valias da vida.

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- então você acha que sabe pesar, valer ?! Não que isso seja importante, não que vá mudar algo nessa sua postura de castrador de personalidades,mas depois de tantas lágrimas abafadas na calada da noite, eu decide que da sua opinião eu não preciso me valer, eu valho sem ela mesmo! Pago o preço, vale a pena estar na minha pele, tatuada, machucada, eu carrego marcas da vida, e isso vale mais que a sua triste ideologia-barata-de-boteco! A verdade é aquilo que cada um carrega na palma das mãos, é o que cada um se dá o direito em ser, em pertencer, pois é perdido dizer ser e não pertencer, pois é perdido nos enterrar no que os outros gostam de olhar, é a perda de sermos. Vale  ser , eu-sorridente-maniaca-tarada-rodriguiana-colecionadora-de-canetas-ladrona-de-afeto-viciada-em-sexo-na-rua, me vale ser, impar, pois você não irá encontrar mais de mim na rua . Antes que me esqueça, vale amar-beijar-trançar pernas- gemer no ouvido- morde boca- namorar os olhos, va...

Putarias- da moça virgem,

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- enquanto ele reclama do trabalho, eu puxo a cadeira da sala dele pra perto de mim, e deixo as costas da cadeira no meu rosto, de pernas abertas, pés de bailarina, brincando com os dedos no ar, - a versão mais dengosa e depravada de uma Lolita qualquer... Ele coça a barba, reclama que pode ter alguém por ali, e eu lá, toda sorridente, com a luz do fim do dia nos meus olhos, mordendo delicadamente as pontas das minhas unhas, e ele mais uma vez sem jeito me pedindo a cadeira, Cansada de morde meus dedos, aliso um pedaço da saia, revelando as tais meias de renda compradas na pressa, claras feito o dia que fez hoje- do jeito que toda safadeza gosta. - preciso da minha cadeira, disse ele firme-bruto , e eu ali girando nela, e rindo com gosto, com a mente fervendo, com a perna quente, com a bunda esperançosa em receber uma boa surra- aquelas que menina-má e depravada recebe. Quase derretendo de tanto tesão – a cadeira ?! Questiono eu em um dos meus giros, - oras, venha, digo...